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Polícia cumpre mandados em endereços ligados ao prefeito de Tupã em investigação sobre possível lavagem de dinheiro

Procedimento apura movimentações financeiras envolvendo empresa ligada ao prefeito Renan Pontelli; caso tramita sob sigilo e foi remetido ao Tribunal de Justiça de São Paulo por prerrogativa de foro

Uma investigação criminal em andamento na Comarca de Tupã colocou sob atenção da Justiça, da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado de São Paulo movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo a empresa Reprise Formaturas Ltda., ligada ao prefeito de Tupã, Renan Victor Pontelli, e a Secretaria de relações institucionais Adriana Rodrigues de Moraes.

Na última sexta-feira, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à empresa e a pessoas citadas no procedimento. As diligências foram autorizadas pela Justiça após manifestação do Ministério Público e informações apresentadas pela autoridade policial.

De acordo com documentos judiciais obtidos pela reportagem, a apuração tem relação com um procedimento que investiga possível crime de lavagem de dinheiro, dentro de um contexto criminal mais amplo que envolve o nome de Maurivan Giglio de Lima, apontado nos autos como investigado em caso ligado a tráfico de drogas e condutas afins.

A decisão judicial menciona que, no decorrer das investigações, teriam sido identificadas operações financeiras consideradas atípicas e de elevado valor envolvendo a pessoa jurídica Reprise Formaturas Ltda. O documento também cita que a empresa possui, em seu quadro societário, o prefeito Renan Victor Pontelli.

Mandados foram autorizados pela Justiça

A autorização para cumprimento dos mandados foi assinada pelo juiz Fábio José Vasconcelos, da 2ª Vara Criminal do Foro de Tupã. Conforme o despacho, as buscas deveriam ser realizadas de maneira simultânea, coordenada e sigilosa, em endereços ligados à empresa e aos nomes mencionados no procedimento.

Entre os locais citados nos autos estão a sede da empresa Reprise Formaturas, imóveis residenciais e outros endereços relacionados à atividade empresarial investigada. Por cautela editorial e respeito à privacidade, o Portal Tupã Notícias opta por não divulgar os endereços completos constantes nos documentos.

A medida judicial autorizou a expedição dos mandados com base em elementos reunidos durante a investigação. O procedimento, no entanto, segue sob sigilo, o que limita a divulgação de detalhes sobre o conteúdo das diligências e eventuais materiais apreendidos.

Investigação envolve transações consideradas atípicas

O ponto central da apuração está na suspeita de movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo a empresa Reprise Formaturas Ltda. e o investigado Maurivan Giglio de Lima.

Segundo os documentos apresentados, as operações chamaram a atenção dos investigadores pelo volume e pelo contexto em que teriam ocorrido. A investigação busca esclarecer a origem, a finalidade e a regularidade dessas transações.

Até o momento, o caso segue em fase de apuração. Não há, publicamente, conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade criminal dos nomes citados no procedimento.

Ministério Público confirma acompanhamento do caso

O Ministério Público do Estado de São Paulo divulgou nota informando que acompanha, dentro de suas atribuições legais e constitucionais, a investigação criminal em curso na Comarca de Tupã.

No comunicado, o MP afirmou que, em razão do sigilo judicial decretado nos autos, não é possível, neste momento, prestar informações específicas sobre os fatos investigados, os envolvidos ou as medidas adotadas, sob risco de comprometer as diligências em andamento.

O órgão também destacou que eventuais informações serão divulgadas oportunamente, respeitando os limites impostos pelo sigilo processual e pela legislação vigente.

Caso foi remetido ao Tribunal de Justiça

Outro ponto relevante do despacho judicial é a remessa dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A medida foi determinada porque Renan Victor Pontelli ocupa atualmente o cargo de prefeito municipal de Tupã, o que gera prerrogativa de foro em razão da função pública.

Na prática, isso significa que a continuidade da análise dos elementos envolvendo o prefeito passa a observar a competência do Tribunal de Justiça, conforme previsto na legislação.

Apuração segue em andamento

O caso segue sob investigação e tramita em sigilo. Por isso, detalhes sobre o conteúdo integral das provas, eventuais depoimentos, documentos apreendidos ou novas medidas ainda não foram divulgados oficialmente.

O Portal Tupã Notícias seguirá acompanhando o caso e manterá espaço aberto para manifestações das partes citadas, da defesa, do Ministério Público, da Polícia Civil e demais órgãos envolvidos.

Até que haja conclusão das investigações ou decisão judicial definitiva, todos os nomes mencionados devem ser tratados sob o princípio da presunção de inocência.


Observação

O caso também foi noticiado pelo portal G1, em reportagem publicada sobre o cumprimento dos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao prefeito de Tupã.

Link da reportagem:
https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/05/18/policia-cumpre-mandados-de-busca-e-apreensao-em-enderecos-ligados-ao-prefeito-de-tupa.ghtml

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